quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um animal chamado ‘MÃÃÃÃÃÃÃÃNHÊ’, por Morghana Furtado e Juliana Leal

Você deve estar aí se perguntando: porque todo mundo começa um texto de blog assim? É, é o que eu to tentando entender também. HAHAHA. Mas tirando todas as energumidades blogiadas encontrada em vários ramos da grande rede, viemos hoje, através de um estudo profundo, tentar compreender o maior segredo da vida: sua manhêêêêêê!
Como eu, como você, como o Serra, como sua própria mãe sabe, existem coisas que são de impossível explicação terrestre mas quem sabe um dia os aliens consigam uma explicação, e resta a nós, meros carnívoros pensantes na sua minoria, entender o inentendível: a progenitora.
Pra um começo de escrita longo, você concorda que sua mãe é a coisa mais estranha que você já viu? Ao passo que ela está ali falando que você só deixa seu caderno no sofá da sala, ela está ali, levemente pousando sua enorme bolsa no mesmo aposento que se encontra seu caderno. Daí você se pergunta: PORQUE NÃO EU? PORQUE NÃO MEU CADERNO? É COMIGO OU COM O CADERNO? Porque?
Porque mãe, é aquela que dá o tapa e te mostra a mão dela vermelhiiinha, a ponto de você não querer imaginar sua bunda. Mãe é aquela que mata a cobra e tenta explicar na manhã seguinte que aqueles ruídos provinham dum barulho na rua que qualquer sem vergonha estaria produzindo debaixo da árvore que fica ao rumo da janelo do seu quarto. Porque mãe é aquela pessoa que te liga o dia inteiro perguntando da roupa no varal, te lembrando da comida do cachorro, da limpeza do quarto e também pra saber se você ainda está sozinha em casa. Mas que não volta pra te fazer companhia. Mãe que chega em casa cansada do trabalho, olha pra cozinha, olha pra você e manda você limpar aquilo tudo sozinha, e não esquenta se você estava sozinha. Você vai arrumar tudo sozinha. Mãe é aquela que nunca vai entender a razão de você escutar músicas tão barulhentas e muito menos o fato de você ficar o dia inteiro sentada na frente de um computador carinhosamente chamado de 'tralha' por elas o dia inteiro. Mãe que pede a confiança da filha, mas que assusta quando você conta sobre o carinha da balada. Mãe que não intende que é só daquele jeito, nas coisas minuciosamente desarrumadas que você vai achar aquele esmalte preferido ou aquela cueca mais usada. Mãe, aquela que diz não entender o mundo de hoje em dia, que clama pra você todo santo dia os valiosos mandamentos ditos por seus antecessores Divinos e suas mais loucas e divertidas histórias de quando elas moravam no sítio em Barbacena do Agreste e viviam subindo em pés de manga. Mãe muderninha, descolada, prafrentex, uhulsoufoda, mãe antiga, mãe calma, mãe que se acha calva, mãe brava, mãe preocupada, mãe que não lembra nem que tem filho, às vezes. Mãe bate, mãe xinga, mãe chora, mãe grita e grita muito, mãe reclama. Mãe faz de tudo. E é justamente esse o fato estranho da mãe, da progenitora. Filho reclama, filho põe defeito, filho destrata... mas a maioria das vezes, o filho não consegue viver sem. Sem essas coisas tão lindamente contraditórias, sem essas broncas que parecem não ter mais fim, sem essa falta de conhecimento do mundo em que ele vive, sem essa mulher que sabe tão bem se encaixar no papel de 'estranha', justamente por não se encaixar em mais nenhum somente. O que me leva a considerar a grande hipótese dos estranhos animais carnívoros e pensantes não serem as mães, talvés seja nós, aqueles tão dificéis de agradar, os filhos. Mas como nós somos filhas, e não nos achamos estranhas, vai ser só das mães esse posto, carinhosamente dado, claro.
Mãe, sua Carry!

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